quarta-feira, setembro 17, 2008

O disparate

Aquele que acha que o palmarés da Académica é mais fraco do que o do VSC.

Achar uma Taça de Portugal "mais fraco" que uma Supertaça só pode ser de mau gosto. Ou ignorância. Ou idiota ...

Mancha Negra vai fazer "greve" ao jogo com o V. Setúbal

A Mancha Negra não vai estar presente no jogo com o Setúbal por não ter chegado a acordo com a Direcção. Não sei de que lado está a razão, mas não posso deixar de lamentar a situação. Era bom que chegassem a acordo e deixassem de fazer braço de ferro. Dificilmente alguém ganhará, mas todos sabemos quem vai perder.

Demagogia

"Tivesse José Castro sido vendido pelo valor que na altura tinha o seu passe e teriam de imediato ficado pagas, com acrescido lucro, várias épocas da equipa B, se esta tivesse continuado a existir…"

1. Se não existisse equipa B, não haveria José Castro?

2. Se as receitas com vendas de jogadores são para pagar a formação, de onde vêem as receitas para aquisições e salários?

Como é que, depois de ter ficado provado à saciedade a falência das equipas B no actual contexto competitivo, se continua a insistir no tema é algo que me deixa confuso. Mas uma coisa é aceitar que haja quem acredite, por fé, na virtude de tal modelo. Outra é aceitar tiradas demagógicas e que têm como objectivo juntar na mesma frase José Castro e equipas B.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Briosa e Mancha Negra chegam a acordo

As direcções da Académica e Mancha Negra chegaram a acordo quanto à utilização do bilhete de época, podendo dessa forma os sócios da claque adquiri-lo para o jogo da terceira jornada da Liga de futebol frente ao Vitória de Setúbal. 

"Reunimos esta semana e chegámos a um entendimento entre as partes. Para o próximo encontro em casa tudo estará regularizado", disse à Agência Lusa João Pedro Peixoto, vice-presidente da Académica para equipamentos e relações institucionais. 

O diferendo, que existia desde o final do mês de Julho não permitiu que fossem concedidos os bilhetes de época aos associados da claque Mancha Negra, que são também sócios da Académica. O acordo, que vinha desde o tempo do presidente João Moreno, em 2003, fora pela primeira vez interrompido, mas o problema vai agora ser sanado. 

"Estamos satisfeitos. O que nos interessa é que o maior número de pessoas apoie a Académica", frisou João Paulo Fernandes, líder da Mancha Negra. 

No primeiro jogo no Estádio Cidade de Coimbra, no passado dia 31 de Agosto, frente ao Rio Ave, a claque recebeu bilhetes pontuais, prometendo resolver o impasse neste interregno do campeonato de três semanas, devido a compromissos com a Selecção e a Taça de Portugal. 

in Expresso

A época já começou?

Depois de jogos no início de Agosto, qual a razão de não haver futebol da Primeira Liga já este fim de semana? Selecções? Não, nada disso. Há Taça de Portugal. Onde ainda não entram as equipas dos escalões profissionais. Ou seja, não seria uma boa altura para fazer aqueles jogos da Taça da Liga que se fizeram quando a malta estava a banhos? Eu acho que sim, mas as sumidades do nosso futebol pensam o contrário. E a ver pelas multidões que devem estar nos estádios este fim de semana, devem ser eles que têm razão.

sexta-feira, setembro 05, 2008

5 ANOS

O blog BRIOSA faz hoje 5 anos desde que começou a sua actividade dedicada à Briosa. Já vimos nascer e morrer muitos blogs, e é por isso com muito orgulho que festejamos este aniversário daquele que é o mais antigo blog da Briosa ainda em actividade.

domingo, agosto 31, 2008

Primeira vitória

3.245 espectadores assistiram à primeira vitória da Briosa esta época. A primeira nota negativa vai, naturalmente, para a (falta de) assistência nas bancadas.
Apesar da vitória, foi um jogo de equívocos. O primeiro foi Domingos a colocar Cléber a lateral esquerdo. Sem um único pique, a sua acção ofensiva limitava-se a passes laterais de um, dois metros. Sem profundidade nem ideias. Aos 15 minutos já aqueciam substitutos e não fora o golo de Garcês acredito que Domingos tivesse emendado a sua decisão inicial, substituindo-o.
O golo, que espero não ter sido um equívoco, é uma bela jogada com a bola a circular rapidamente por quatro jogadores da Briosa e terminando com um portentoso remate fora da área. Após este golo, o Rio Ave atacou alguma coisa (até aí não tinha feito nada) e Cléber estava bem no apoio ao defesa esquerdo (Edson).
O segundo equívoco foi uma saída "à Ricardo" de Peskovic que ia deitando tudo a perder. Peskovic, que acabou por ser a figura da segunda parte, pela negativa. Perto dos 70 minutos leva um amarelo por demorar um tempão a repor a bola em jogo. Daí para a frente continuou a abusar neste capítulo, arriscando-se a ser expulso. Mas o mais grave foi quando agarrou a bola com mão que vinha do pé de Orlando. Peskovic argumentou que tinha sido um toque de recurso, mas isso não invalida que não fosse falta. E como qualquer guarda redes profissional deve (ou deveria) saber, em caso de dúvida não se arrisca. E o ridículo é que Peskovic tinha tempo, para parar a bola e chutá-la para longe.
Felizmente do livre nada saiu, como não tinha saído um pouco antes do lance em que os centrais viram passar um avançado vilacondese pelo meio deles e à saída de Peskovic, atira ao lado da baliza. Foram estes os lances de maior perigo para o Rio Ave, sendo todos os outros bem neutralizados pela equipa da Briosa.

PS. Há um outro equívoco, mas contra esse pouco se pode fazer. Rui Costa parecia que estava a apitar na Distrital, cortando jogadas a torto e a direito, a maioria contra a equipa que mais empenhada estava - Briosa.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Mancha Negra e OAF procuram chegar a acordo (*)

Quem se deslocou ao estádio José Gomes, na Reboleira, foi surpreendido pela tarja exibida pela Mancha Negra. Ao contrário do habitual nestes 23 anos de existência, não se tratava de uma qualquer expressão de apoio aos jogadores ou ao clube da cidade do Mondego. Essas não foram vistas na Amadora… 
A frase que surgiu em letras garrafais: “Podem querer tirar-nos tudo menos o Amor à Briosa”, tinha como alvo directo a direcção dos “capas negras”. 
E a razão prende-se com as alterações que o elenco presidido por José Eduardo Simões pretende efectuar ao “protocolo” estabelecido entre o clube e a falange de apoio.
A principal passa pelo valor a despender pela revalidação do bilhete de época, com a direcção a pretender que os membros da claque paguem praticamente o mesmo que os restantes associados.
«Os sócios da Mancha também são associados da Académica. Mas têm especificidades diferentes. Para além de serem estudantes, muitos acompanham a equipa também nas deslocações. Hoje em dia os jovens não têm grande poder de compra, pelo que se não houver um apoio é complicado que possam ir aos estádios e apoiar a Briosa. O futebol é caro», frisou João Paulo Fernandes, responsável da claque.
O “grito de alerta”, justificado «pela necessidade de marcar uma posição», teve os seus efeitos e o certo é que as duas direcções já se reuniram, procurando estabelecer um princípio de entendimento. A reunião registou alguns avanços, mas o acordo ainda não está estabelecido. 
«Entendemos que se tenham de rever os valores estabelecidos na AG de Setembro de 2003, onde se definiu que os sócios da Mancha Negra, teriam de pagar 2,5 euros de custos administrativos para revalidar os cartões de época. Também compreendemos que os nossos acordos com a TBZ, devido à revisão do acordo entre a Académica e aquela empresa, tenham sido suspensos. Mas tem de haver diálogo. Estamos todos com e pela Briosa, pelo que acredito que conseguiremos chegar a um entendimento», asseverou João Paulo Fernandes, que ainda assim deixou claro que um novo acordo pressupõe igualmente a aprovação pelos sócios, em nova Assembleia-Geral.
(*) in Diário de Coimbra