domingo, julho 31, 2005

Vitória sobre o Moreirense

A Académica venceu ontem o Moreirense, da Liga de Honra, por 2-0, resultado que já se registava ao intervalo com golos de Nuno Luís (aos 3 minutos) e Joeano (aos 23).

Jogo em que Nelo Vingada não pode contar (por lesão) com os contributos de Lira, Andrade, Danilo, Marcel, Zé Castro e Luciano. Destaque natural para Joeano que assina o seu segundo tento depois de ter marcado frente ao Pampilhosa no último jogo.

Entretanto, correm notícias que a Briosa terá fechado o seu plantel com a aquisição do lateral esquerdo Ezequias, ex-jogador do Marítimo e do médio ofensivo Filipe Teixeira, ex-Paris Saint-Germain a juntar ao brasileiro Zada, ex-Santa-Cruz.

De Ezequias, jogador de 24 anos, que além da esquerda também pode jogar no centro, há a reter as palavras de Nelo Vingada que o orientou aquando da sua passagem pelo Marítimo:
"É um jogador que eu conheço desde os tempos do Marítimo. É um bom jogador, e esses interessam à Académica".

Apesar de gostar muito de Nelo Vingada, recordo que Kenedy também foi uma sua indicação. Esperemos que Ezequias seja de uma fornada diferente.

terça-feira, julho 26, 2005

Temos Equipa

Os adeptos mais nervosos, já podem respirar de alívio.
Com a confirmação de Areias e Zada já ninguém pode falar em buracos no plantel.

Venha o Benfica ...

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Duas novidades

Zada, brasileiro de 28 anos, que gosta de jogar do meio campo para a frente assinou contrato com a AAC por três anos.

A outra novidade é Ismael, médio-defensivo que começou ontem a treinar-se integrado no plantel da Académica. Tem apenas 22 anos e na época passada jogou no Câmara de Lobos, cedido pelo Marítimo. Nelo Vingada conhece este jovem jogador dos tempos que passou no Funchal e deu-lhe a oportunidade de treinar com o plantel. Vindo de uma lesão grave, não há nada certo quanto ao seu futuro.

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Com esta trapalhada da instalação de cartazes de forma discricionária sem autorização da autarquia, acaba por se conseguir publicidade em primeira página dos diários locais.


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domingo, julho 24, 2005

AAC-OAF 0 - Penafiel 0

Jogo que serviu essencialmente para os treinadores verem em acção os seus atletas (as duas equipas jogaram com os 21 jogadores) e onde a bola raramente andou ao pé das balizas.

Na Briosa destaque positivo para a vontade de Vitor Vinha, e negativa para a tendência de os alas de ocasião (Fernando na esquerda e Dionattan/Nuno Piloto na direita) procurarem sempre o centro.

Por curiosidade a Briosa começou o encontro com: Dani , Nuno Luís, Zé Castro, Hugo Alcântara, Vitor Vinha, Roberto Brum, Dionattan, Paulo Adriano, Nuno Piloto, Marcel, Fernando. Na segundsa parte entraram Eduardo, Joeano, Ricardo Tavares (júnior), Luciano, Rafael Gaúcho, Gelson, Rui Miguel, Sarmento, Fábio (júnior) e Delmer.

Fcaram também expostas as carências defensivas da Briosa. Hugo Alcântara jogou o jogo todo, e com a saída de Zé Castro foi Nuno Luís o adaptado a central. Na esquerda a Briosa também viveu de adaptações.

sexta-feira, julho 22, 2005

Entrevista a ler com toda a atenção

Muito se especula de onde vem o dinheiro da AAC-OAF, do acordo com a TBZ que demorou muito tempo a ser criado. Daí a oportunidade deste bela entrevista do diário "As Beiras" que vou colocar de seguida. Um pouco extensa, mas vale a pena.


O balanço do primeiro ano de gestão do Estádio Cidade de Coimbra é globalmente positivo, diz o presidente do conselho de administração da TBZ.
Mas o gestor quer mais. Mais pessoas no estádio, mais eventos... e mais apoio por parte dos dirigentes da Académica. É que neste negócio, o sucesso trará dividendos para a empresa e para o clube. Equacionada está, igualmente, a possibilidade da TBZ entrar em outras áreas de negócio na cidade.

DIÁRIO AS BEIRAS - Por que razão demorou tanto tempo a ser assinado o acordo com a Académica?
João Barroqueiro - Por razões alheias à TBZ, inerentes à realidade de um clube de futebol.

Mas em alguma altura temeu que este não fosse formalizado?
Não. Estava claro que tínhamos um acordo desde o início e que ia ser honrado.

Falou com Carlos Encarnação durante esse período?
Não trocámos impressões acerca disso.

Se a Académica tem descido à Liga de Honra, o contrato seria assinado à mesma?
Com certeza. O contrato prevê um apoio à Académica caso desça de divisão. É óbvio que do ponto de vista do retorno torna–se muito fraco.

As críticas que o presidente José Eduardo Simões fez sobre a gestão do estádio afectaram, de algum modo, a relação entre as duas instituições?
Entre as instituições não diria. No entanto, há aqui uma certa complexidade no relacionamento. De resto é público o feitio pouco linear do presidente da Académica.

Então, como foi possível assinar o contrato? O presidente da Académica disse na última assembleia geral que faltava uma garantia bancária...
O contrato tem uma série de obrigações que a TBZ cumpriu escrupulosamente ao longo de todo o período. Aliás, em três partes desse período até ultrapassoulargamente aquilo que lhe era exigido, na medida em que fez adiantamentos que não eram uma obrigação contratual. Portanto, estão regularizadas todas as situações dentro daquilo que o contrato prevê. Mesmo a nível de timings para a apresentação de garantias está tudo nos prazos definidos pelo contrato. É um contrato complexo, a 10 anos.

Que balanço faz deste primeiro ano de gestão de um recinto desportivo, uma novidade para a TBZ?
Faço um balanço bastante positivo. E positivo a três níveis. No futebol, tivemos uma audiência média de 10 mil espectadores, aumentámos em cerca de 20 por cento, fizemos cerca de 1.700 novos sócios e temos cerca de 73 por cento dos sócios com bilhetes de época. Temos ainda um grau de satisfação único na gestão de estádios em Portugal, dado que 85,2 por cento dos nossos clientes, ou seja, os sócios e simpatizantes da Académica, estão satisfeitos ou muito satisfeitos com a gestão da TBZ. Quando comparamos a gestão anterior, 79,5 por cento dos clientes consideram que a gestão da TBZ é melhor ou muito melhor que a anterior. Por isso, em relação ao negócio do futebol, foi um sucesso. Do ponto de vista do imobiliário, o estádio tem cerca de 5.000 metros quadrados locáveis e já estão todos colocados. Quanto aos eventos, também correu muito bem, muito mais do que o normal para estádios com estas características.

Falou num aumento da audiência média de espectadores. Há mês e meio o presidente da Académica dizia que houve menos gente. Como é possível esta diferença nas análises?
Explico isso em detalhe. Ponto um: este estádio tem um sistema automático de torniquetes que mede as entradas, portanto, tem um nível de fiabilidade altíssima. Ponto dois: é uma entidade externa, o International Football Estatistics, que nos confirma isso. Ponto três e muito relevante: a TBZ paga à Académica a parte variável dos valores que comunica. Não faria sentido comunicarmos valores mais altos que a realidade para depois termos obrigações mais pesadas do que aquelas que são devidas.

Face ao investimento, quando prevê que a TBZ comece a ter lucro com a gestão do estádio?
Este contrato tem três componentes muito fortes: futebol, imobiliário e eventos. E constitui um investimento entre os 40 e os 50 milhões de euros da TBZ em Coimbra ao longo da duração do contrato. No ano passado, a TBZ investiu na economia da cidade, de forma directa, cerca de quatro milhões de euros, dos quais uma parte substancial paga à Académica e o restante em serviços que compramos a empresas locais. De resto, além deste corpo de investimento que fazemos ao longo deste contrato, queremos expandir a nossa actividade em Coimbra, para negócios que nada têm a ver com a gestão do estádio. Dentro do negócio temos uma área que é claramente deficitária, que é o futebol. Na mecânica deste contrato, o futebol tem um prejuízo de cerca de um milhão de euros. Se a performance da Académica se mantiver ao nível do que foram os últimos três anos, o futebol será sempre deficitário. Mas não entendemos que este estádio tenha sido concebido para ser utilizado 20 tardes por ano em 365 dias. Há que criar âncoras permanentes, regulares e móveis. Nessa medida, a nossa exploração do imobiliário é claramente positiva, a dos eventos também e procuramos que aquilo que ganhamos nestas áreas seja mais do que aquilo que temos que subsidiar para o negócio do futebol. Mas desejamos e fazemos votos para que a Académica jogue ao nível da sua grande história e que tenha óptimos resultados. No ano passado, quase durante três quartos da época, a Académica esteve entre o último e antepenúltimo lugar. Foi com a vinda do professor Nelo Vingada, que consideramos a grande figura da última época, que se conseguiu uma reviravolta fantástica.

Académica deve dar mais apoio
O que já estão a projectar para a nova época em termos de futebol: novos produtos, angariação de mais sócios...?

Uma das arestas a limar em relação ao ano passado é o apoio que certos dirigentes da Académica deram a este contrato. Porque mais do que um elemento da direcção acabou por não fazer aquilo que poderia ter feito. Mas deixo uma palavra de apreço para outros elementos da direcção, como o professor Cassiano Santos, o dr. João Paulo Fernandes e o dr. António Preto.
Mas já notamos uma diferença. O dr. João Paulo Fernandes está bastante presente e isso é um sinal positivo do apoio da direcção a este contrato, o que influi directamente no negócio do futebol. Sem um apoio bastante activo do clube, é impossível. Somos meros gestores do estádio.

Mas a Académica vive do futebol. É possível sensibilizá–la para as outras vertentes?
Para nós, é suficiente que apenas apoie a vertente do futebol deste contrato. Das outras temos bastante mais conhecimento.

Quantos novos sócios pretendem angariar para a nova época?
Iremos ultrapassar o valor anterior. Havendo vontade da direcção da Académica, e creio que existe, em acompanhar esta angariação de novos sócios, pode ultrapassar–se largamente esse valor. Desde ontem arrancou uma campanha sem precedentes de venda de bilhetes de época. Aqui toda a gente é da Académica, portanto, venham ao estádio. Esta cidade é da Académica, queremos que em Coimbra se respire Académica.

Falou em 10 mil espectadores de audiência média. Querem aumentar para quanto?
Um aumento de 20 por cento já seria positivo, mas sabemos que a qualidade dos nossos serviços é apenas parte da motivação. É natural que os sócios adiram quando a equipa joga melhor.

Uma Académica a lutar pela Europa será uma importante alavanca para minorar o prejuízo?
Uma boa performance é o que mais desejamos. Por um lado porque é um clube simpático, com uma história única e valores muito próprios. Note que é o clube do coração de todos os portugueses...

Foi esse o principal motivo que trouxe a TBZ até Coimbra?
Acreditamos na Académica. Quando nos convidaram - a primeira conversa até foi com o dr. João Moreno, pessoa de quem tenho as melhores memórias e uma grande admiração -, dissemos que faria sentido. Tem uma grande marca, sócios que a seguem. Na altura contratámos uma grande consultora, que nos fez um estudo, e fazia sentido do ponto de vista da rentabilidade. A TBZ tem muitas
concessões e normalmente a longo prazo. Tem que haver uma sustentabilidade do negócio. Muitas vezes não basta querer.

Mas foi um risco, uma vez que nunca tinham gerido um estádio...
Recebemos convites de quatro estádios antes do Euro’2004. Entendemos que devíamos começar pela Académica. Não há dúvida que faz falta uma entidade profissional na gestão de estádios. Agora, a TBZ tinha que entrar por um. É natural que no final desta época, possamos aceitar os convites de mais dois ou três.

Pensam entrar noutras áreas de negócio, em Coimbra?
Estamos a estudar possibilidades de investimento.

O futebol foi a porta que vos abriu a cidade...
E fomos muito bem recebidos. Quer pelas empresas, pelos cidadãos, pelos sócios da Académica. Estamos muito gratos por isso.

Que áreas de negócios poderão interessar à TBZ?
Temos investimentos na distribuição, no retalho, na gestão de diversos activos e imobiliário. E para nós faz todo o sentido.

Em matéria de eventos, já está algo programado?
Temos dois objectivos muito bem definidos. Em relação aos eventos, queremos que seja, a médio prazo, o estádio com mais eventos de Portugal. No ano passado, tivemos duas feiras de outlet, com quase 20 mil pessoas, eventos de grandes empresas como a Portugal Telecom, o Ministério de Obras Públicas através de uma sociedade, empresas farmacêuticas, festas, um baile de gala.
Por ter corrido bem, este ano temos mais solicitações. Do ponto de vista do futebol, pretendemos que seja o estádio, extra três grandes, com maior audiência média.

Têm algum concerto previsto para o estádio?
Existem um ou dois por ano em Portugal. Temos que ser realistas e saber da dificuldade de os trazer para cá. Foi fantástico conseguir os Rolling Stones, foi uma aposta da cidade. Trouxe aqui a equipa da empresa responsável pelas tornês dos Rolling Stones e dos U2 e debatemos amplamente as potencialidades deste estádio. Não queremos repetir o que se vê noutros estádios. O que aqui acontece tem que ser um sucesso. Agora, do ponto de vista de eventos de menor porte, este estádio tem todo o potencial.

Equacionam a “venda” de bancadas do estádio? O Benfica já tem a Bancada Sapo, a Bancada Coca–Cola...
Hoje, nos Estados Unidos, é difícil encontrar um estádio, arena ou teatro que não tenha naming rights. Não temos dúvidas que o futuro, a nível mundial, é esse. Em Portugal está a começar e o Benfica foi pioneiro nisso.
Por isso, é natural que venha a haver.

Já este ano?
Como o Benfica tem, é difícil. Viemos praticamente do zero. Queremos trazer grandes interlocutores. Mas este ano, a nível de parceiros institucionais, já vai haver uma grande diferença.

Primeiro empate

No jogo treino com o Barreirense, a Briosa empatou a uma bola, com ambos os golos a serem marcados pelos jogadores da AAC: Delmer (a centro de Rafael Gaucho) e Hugo Alcântara na própria baliza.

Curiosidade a equipa inicial que Nelo Vingada apresentou:

GR: Dani
Defesas: Nuno Luís, Zé Castro, Hugo Alcântara, Vítor Vinha
Meio Campo: Roberto Brum, Paulo Adriano, Sarmento
Avançados: Fernando, Marcel, Joeano.

Jogaram ainda: Eduardo, Delmer, Dionattan, Luciano, Gelson, Rafael Gaúcho, Nuno
Piloto, Rui Miguel, Ricardo Tavares e Fábio

O próximo jogo é às 17 horas de sábado, no Centro de Estágios do Luso, frente ao Penafiel.

quinta-feira, julho 21, 2005

Sócios em Desespero

Iniciou-se hoje a venda de bilhetes de época não cativos.

Os sócios que se deslocaram hoje de manhã à loja da TBZ, entraram em desespero, pois após algumas horas de espera tinham sido atendidos apenas 9 sócios, como se pode ver pela foto tirada já depois das 12 horas.

Uma vergonha, que deixou os sócios bastante irritados.


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Primeiro Teste

Hoje , a partir das 17h00, no relvado do Centro de Estágio Rosa Náutica, em Quiaios, a Briosa recebe o Barreirense, outro histórico do futebol português, naquele que será o primeiro teste da versão 2005/2006.

Será a oportunidade de ver actuar os jogadores contratados, enquanto a Briosa continua à procura de um substituto de Hugo Leal.