domingo, março 08, 2009

Bom golo, boa vitória

Depois de uma primeira parte morna, a Briosa entrou com tudo na segunda parte, chegando ao golo por Sougou. Gostei de ver os primeiros trinta minutos da segunda parte. Equipa personalizada com vontade de vencer.

Depois do golo, o Trofense arriscou mais e a Briosa tremeu. Uma bola no poste da baliza de um Peskovic que consegue tirar a paciência a qualquer espectador de futebol.

Partir a loiça toda

pavlovic O antigo jogador da Briosa, Pavlovic, conseguiu lesionar os dois guarda-redes da equipa adversária em 90 minutos. Primeiro chocou no ar com Cristian Branet o guarda redes do Poli Iasi, deixando-o inconsciente durante 5 minutos pouco antes do intervalo. A 15 minutos do fim, foi a vez do guarda-redes suplente que perdeu momentaneamente os sentidos.

No jogo anterior, a “sorte” calhou a Stancu, jogador do Steua a quem Pavlovic fracturou o nariz. É o que se chama, andar a partir a loiça toda.

Não há desculpa

sexta-feira, março 06, 2009

Aleluia!!! Haja alguém que fala verdade

Irrita-me ver pessoas que quando se fala em corrupção respondem logo dizendo que não é verdade, que é tudo gente séria. Em particular lembro-me de ver José Guilherme Aguiar quase a ameaçar com um processo quem afirmasse que havia corrupção na arbitragem e não a conseguisse provar.

Por isso, ao ler o que disse o juiz conselheiro Mortágua sobre a arbitragem, respirei de alívio: não sou eu que sonho.

recordou o episódio envolvendo um árbitro [«não me obrigue a falar de nomes, porque isso não faço», avisou] que não teria chegado a arbitrar a partida Feirense/Beira-Mar porque teria recebido «1500 contos de cada equipa».

E relativamente ao caso em que um árbitro se deslocou a casa de um presidente de um clube antes de um jogo de futebol

“Claro que todas as pessoas têm um preço, mas 500 contos acho ridículo. Só se fosse para o aquecimento”

“500 contos era pouco para a bitola da época”

Louve-se a honestidade intelectual de quem não tem medo de assumir que sempre ouviu falar de corrupção no futebol, havendo até uma bitola que era seguida por vários clubes. Esqueceu-se apenas de considerar a hipótese de o pagamento ter sido um sinal, e que o resto seguiria consoante o desempenho. Mas por ter falado a verdade que sabia, já merece o meu aplauso.

Exemplos de fora

Para a autarca, o V. Setúbal tem que ser salvo. Dores Meira explica que a instituição sadina é história da cidade, pois «tem quase 100 anos de vida» [completados no próximo ano] e assegura «Iremos lutar até ao último segundo para que nada de mais complicado possa acontecer ao clube e, neste caso, à modalidade que lhe dá mais visibilidade, o futebol profissional

É bom ler isto, numa cidade que até a festa dos estudantes quer taxar.

terça-feira, março 03, 2009

Futebol de Causas

Um documentário de Ricardo Antunes Martins sobre a Final da Taça de 1969.

Repensar o futebol

O Filipe (Viver Académica) volta a tocar num assunto já por demasiadas vezes aqui referido. Este fim de semana, num jogo onde é importante vencer, um sócio terá de desembolsar 5€ a 7,5€ para ver a Briosa. A título de exemplo, o clássico do Minho ontem realizado, tinha preços de 1€ a 5€ para sócios. Num dia de semana à noite, estiveram 12.262 espectadores. O bilhete de época para a segunda volta (que incluía o jogo com o VSC e o jogo com o SLB) custava a um sócio do Braga 20€, havendo preços para jovens a partir dos 10€.

Sei que a Briosa já teve entradas gratuitas com resultados pouco animadores. É que os hábitos que se perdem demoram tempo até serem adquiridos. Já muita gente se habituou a não ir ver a bola ao vivo. Aliás, há pessoas que já não são capazes de ver a bola sem uma televisão por perto para ver a repetição do golo, ou o fora de jogo duvidoso. Penso que era importante inverter isto. Permitir que um sócio possa ir ver os jogos (excluindo os grandes) sem pagar mais do que as quotas, criava uma dinâmica de ida ao Estádio e isso só poderia ser positivo.

Numa altura em que o modelo tradicional de futebol está a mudar, era bom que alguém na Briosa encarasse este problema de forma diferente do que tem sido feito até aqui. Que encarasse a parte financeira da Briosa de forma muito mais abrangente do que aquilo que tem sido feito. Há maus exemplos por todo o lado que começam a sofrer agora os efeitos de mau planeamento e de modelos de negócio falidos. Só sobreviverão os que conseguirem ter uma base de sócios/adeptos forte e empenhada. E isso só se consegue atraindo as pessoas e não afastando.

domingo, março 01, 2009

Não percebi […] Estou a ficar habituado

Quando questionado sobre os motivos da sua substituição, Lito responde assim:

Não percebi, mas é uma situação normal e que já vem acontecendo. Estou a ficar habituado. Mas o treinador tem as suas ideias e certamente que pretendia dar mais força ao nosso ataque. Tenho de entender e continuar a trabalhar da mesma maneira.”

Registe-se a humildade do jogador e constate-se a ineficácia do técnico.